"Libertar-se da prisão de ter que cumprir as expectativas dos outros”
Criar expectativas é algo profundamente humano. Elas nascem dos nossos desejos, das nossas histórias e do que alimentamos ao longo da vida. O problema não está em sonhar, mas no peso que colocamos sobre o outro ou que permitimos que coloquem sobre nós.
Muitas vezes, pessoas depositam seus sonhos profissionais em filhos, parceiros ou familiares. Projetam caminhos que não puderam seguir, carreiras que ficaram pelo meio do percurso, escolhas que a vida não permitiu. O amor, nesses casos, acaba sendo substituído pela cobrança, e o incentivo se transforma em pressão. O outro passa a carregar uma história que não escreveu, tentando corresponder a uma imagem idealizada que não necessariamente reflete quem ele é.
Há também quem, marcado por frustrações e expectativas não realizadas, tente desencorajar quem ainda sonha. São falas como “não vai dar certo”, “isso não é para você”, “seja mais realista”, que, na verdade, revelam dores, medos e limites pessoais. Sem perceber, essas pessoas tentam enfraquecer sonhos alheios porque ainda não conseguiram elaborar os seus.
A imagem que nos convida a “libertar-se da prisão de ter que cumprir as expectativas dos outros” simboliza esse rompimento necessário. Libertar-se não é desrespeitar ninguém, mas escolher viver com mais consciência e verdade. É reconhecer que cada pessoa tem seu tempo, sua vocação e seu caminho, e que nenhuma expectativa externa pode definir integralmente uma vida. Sonhar é importante, mas não se vive apenas de sonhos: é preciso ter os pés no chão e buscar, com esforço, os meios possíveis de transformar pensamentos e desejos em ações reais.
Expectativa e realidade não são inimigas, mas precisam ocupar lugares diferentes. Expectativa é desejo, possibilidade, horizonte. Realidade é o que se constrói no cotidiano, com limites, escolhas e responsabilidades. Quando confundimos uma com a outra, surgem frustrações. Quando aprendemos a diferenciá-las, abrimos espaço para relações mais leves, desejos mais autênticos e uma liberdade que nasce do respeito à própria história e à do outro.
(Me deparei com essa imagem e um texto na internet, em @espiritualidades, e a partir deles resolvi fazer as minhas reflexões).

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